Sobrinho relembra história dos tios pracinhas

Flavio de Siqueira Frascino teve três tios que lutaram na Força Expedicionária Brasileira – FEB. Os tios dele eram do 6º Regimento de Infantaria. Ary Ferreira, foi cabo, o mesmo posto que ocupou Alfredo Manoel Francisco. Já Edio Pinto Cepinho, era 3º sargento, comandava um grupo de combate (12 homens), na 4ª Companhia do II Batalhão.

Da esquerda para a direita, Ary, Edio e Alfredo. (Fonte: acervo de Flávio)

O trio de tios por parte de mãe, era de Jacareí/SP e fez parte de um grupo de 135 soldados enviados pelo município para a FEB.  O contato maior foi com Edio, que sempre tinha uma história para contar dos tempos da guerra e das dificuldades às quais esteve exposto em patrulhas, combates e operações. Porém, Edio, da mesma forma que boa parte dos ex-combatentes, não gostava de falar sobre mortes ou sobre quantos havia matado, tais assuntos lhe causavam sofrimento. Ele só tinha 20 anos quando assumiu a responsabilidade de comandar outros jovens iguais a ele.

Ary Ferreira era mais velho, tinha 25 anos, estava trabalhando na vida civil, quando foi convocado por ser reservista. Não gostava de falar sobre a guerra e das experiências que vivera no campo de luta. O mesmo se dava com Alfredo Manoel Francisco, que era calado quanto a comentar sobre a participação dele no conflito. Alfredo também era reservista quando foi convocado para a guerra.

Massarosa, Camaiore, Monte Prana, Soprassasso, Castelnuovo de Garfagnana, Monte Castello, Torre di Nerone, Castelnuovo di Vergato, Montese, Collecchio e Fornovo di Taro foram alguns dos locais em que os tios de Flávio estiveram.

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