Confira 10 expressões que os Pracinhas falavam na II Guerra

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A cobra vai fumar: A expressão “A cobra vai fumar” é um ditado popular brasileiro que significa algo difícil de ser realizado, e se acontecer, sérios problemas podem surgir. O ditado surgiu durante o início da Segunda Guerra Mundial, como uma provocação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) aos mais pessimistas que diziam: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra”. A expressão tornou-se um slogan da FEB. Imagine você uma cobra fumando cachimbo! Eles imaginaram e usaram como insígnia.

 

senta a pua

Senta a pua: O grito e o slogan “Senta a Pua” foi usado pelas tropas da Aeronáutica brasileira durante a 2ª Guerra Mundial. A insígnia “Senta a Pua” surgiu ainda durante o treinamento nos Estados Unidos, quando se estava prestes a partir para o Teatro de Operações. Esta expressão era um dito popular na década de 40, muito usada nas regiões Nordeste e Norte do país, para apressar e encorajar alguém. O mais engraçado é que o mascote usado pelos homens da FAB para os representá-los era uma avestruz furiosa. Detalhe: avestruzes não voam! Mais uma ironia dos brasileiros.

 

soldados nazi2

Tedesco: Uma das palavras mais pronunciadas pelos nossos pracinhas. Embora exista em português a palavra tedesco como sinônimo de alemão, nossos soldados foram aprendê-la com os italianos. Na guerra, nenhum brasileiro designava os soldados alemães senão por tedescos. Em tempo: tedesco é alemão em idioma italiano.

 

 

Paúra: Era utilizado para designar medo. Em italiano, medo se fala paúra. Entre a tropa, quem tinha paúra era chamado de “paurento”.
pracinhas saco

Saco B: Os expedicionários recebiam dois sacos, com fardas, calçados e equipamentos de uso pessoal: um deles, para uso em combate, era o “Saco A”. O outro, para uso na retaguarda, era o “saco B”. Os expedicionários que eram enviados para a linha de frente apelidavam os outros da retaguarda de “saco B”, o que era visto como uma ofensa grave

 

CIGARRO IOLANDA

Crédito: Reprodução

Bionda cativa: Usado para designar os cigarros ruins e de baixa qualidade que o governo brasileiro mandava para a tropa, especialmente o cigarro de marca Iolanda, cujo maço trazia o desenho de uma loura. “Bionda Cativa” (“loura ruim”), diziam os italianos, que preferiam tragar cigarros americanos. Logo os brasileiros passaram a usar o termo também.

 

Signorinas: eram as ‘amigas’ e ‘acompanhantes’ que faziam os passeios com os soldados nas horas de folga. Em um termo mais pejorativo, dependendo do contexto, poderia significar mulheres que se prostituíam também.

foxhole Pracinha

Foxhole: Significa buraco de raposa ou apenas buraco. Eram abrigos individuais cavados para se proteger e também demarcar aonde começa e acabava uma posição de guarda.

pé de trincheira

Pé de trincheira: o frio era rigoroso e intenso a ponto de provocar o chamado “pé de trincheira” – a gangrena nos pés dos soldados, causada por umidade no sapato, que tinha como consequência a amputação dos membros inferiores. Para não ser vítima da gangrena, os brasileiros pegavam galochões que tinham recebido e forravam com feno ou jornal. Aí calçavam por cima do coturno, já com uns dois ou três pares de meia. Deu tão certo que o Exército Aliado copiou para outras tropas.

 

partizanos

Partisano: eram os Partigiani, tropas guerrilheiras italianas formadas com todos aqueles que eram inimigos do fascismo, principalmente os comunistas. Atuaram em várias missões com os brasileiros e sempre havia algum deles para guiar as tropas da FEB ou espionar para o Serviço de Inteligência Aliado.

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2 Comentários

  • Meu pai, pracinha da segunda guerra, veio ao Nordeste, em um destacamento secreto, como sargento, ele era tacógrafos, documentos esses que foram destruídos, pois não podiam cair em mais inimigas, foi pra campo de guerra, e deu seu sangue pelo Brasil, sabe a recompensa?
    NENHUMA, nem uma patente a mais ela recebeu quando saiu das forças armadas, recebia uma aposentadoria de merda, e quando reinvidicou seus direitos o exército negou, meu pai morreu sem ter sido ao menos contemplado pela sua bravura, como tantos outros….
    Ele sempre dizia: – A guerra é a maior estupidez humana.

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