Combates em Zocca deixaram corpos sem sepultar pelo caminho e destruição

Moradores voltam para a cidade após os combates

No dia 19 de abril de 1945, Montese estava 100% em posse dos brasileiros. O Comando Aliado deu a missão aos Pracinhas para que limpassem as redondezas até Vignola (aproximadamente 44 km de Montese). Isso porque tropas alemãs estavam ficando para trás para cobrir os recuos de grandes unidades em fuga.

Especificamente, parte do pessoal que saiu de Montese, fugiu para Zocca, no meio do caminho até Vignola. Os brasileiros liberaram os americanos para o avanço deles e herdaram as posições que os estadunidenses ocupavam.

Em uma dessas posições a 1ª Divisão Blindada dos Estados Unidos estava a cinco quilômetros a Nordeste de Zocca, mas não podia entrar porque os alemães davam tiros de Artilharia.

Os brasileiros decidiram que entrariam mesmo assim. Dois batalhões com um destruidor de tanques conseguiram penetrar na cidade, mesmo com armas automáticas pipocando aqui e ali. O relógio marcava 7h10 do dia 20 de abril. Os alemães não se entregaram e o dia todo foi de combates e trocas de tiros.

No dia 21 de manhã chegou o Esquadrão de Reconhecimento da FEB e o tiroteio engrossou para o lado dos alemães. Por volta de 9h30 surgiram no céu os aviões da Força Aérea Brasileira, que não tiveram piedade. Bombardearam e se retiraram.

Quando era 17h30 o Esquadrão conseguiu acabar com os últimos focos de resistência. O Comando do V Exército, animado com a vitória, mandou que os brasileiros avançassem até as margens do rio Panaro, perto de Marano Sul Panaro. Os brasileiros ficaram de um lado do rio e os alemães do outro.

Até o dia 23 essa seria a situação, quando os Pracinhas se moveram mais um vez, dessa vez para bloquear a estrada 12, que era a saída dos Apeninos, já na linha nordeste entre Formigene-Maranello-Denzano.

Caminho repleto de corpos

Soldados da Engenharia descansam após horas retirando minas

O Capitão Ernani Ayrosa conta em seu livro “Memórias de um soldado”, que no caminho para Zocca havia muitos corpos nas margens das estradas e nos vilarejos próximos. Em um deles havia um alemão pendurado em uma janela da igreja. Em outro os corpos estavam destroçados e em outra vila já havia mais alguns em estado de decomposição. A informação é confirmada por Joaquim Xavier da Silveira em “A FEB por um soldado”.

A Engenharia de Combate foi na frente limpando o terreno de minas e armadilhas. Havia homens do 11º, do 6º e do 1º Regimento de Infantaria nas proximidades de Zocca.

Em poucos dias os brasileiros se aproveitariam dessas vitórias para cercar toda uma divisão alemã, mas essa é outra história…

 

Fotos dos livros “Battaglie sul Crinale”, de Walter Bellisi com auxílio Marília Cioni e de “Fratelli sulla montagna” de Daniele Amicarella e Giovanni Sulla. Para comprar os livros, acesse: https://bit.ly/2IJ1tp6 e https://bit.ly/2GZ6pWy

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