CONHEÇA A HISTÓRIA DA ALTA CÚPULA BRASILEIRA ENVOLVIDA NA 2ª GUERRA – PARTE 02

floriano de lima bayer Museu da Vitória

Floriano LIma Brayner. Crédito: Museu da Vitória

FLORIANO LIMA BRAYNER

Floriano de Lima Brayner nasceu na Paraíba no dia 2 de janeiro de 1897.Entre setembro e dezembro de 1925, serviu sob as ordens do coronel Álvaro Mariante, cujo destacamento operava no estado de Goiás na repressão à Coluna Prestes, movimento que percorreu o interior do país de abril de 1925 a fevereiro/março de 1927.

Foi promovido a major em outubro de 1934 e, de maio de 1935 a dezembro de 1936, exerceu a função de oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general João Gomes.

Promovido a coronel em abril de 1943, em julho foi escolhido para estagiar nos Estados Unidos. Na ocasião, já iam avançadas as negociações que visavam à participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. O Brasil deveria enviar tropas para o exterior, em íntima conexão com os norte-americanos. Assim, abriram-se cursos especiais de emergência nos EUA para militares brasileiros. O coronel Lima Brayner cursou a Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth e estagiou no Estado-Maior da 100ª Divisão, em Fort Jackson.

Em outubro de 1943, criou-se no Brasil a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), com a finalidade de participar dos combates na Europa. A 1ª DIE, que viria a se tornar conhecida como Força Expedicionária Brasileira (FEB), era comandada pelo general João Batista Mascarenhas de Morais. Brayner chefiou o Estado-Maior da FEB a partir de janeiro de 1944, e foi, portanto, uma das mais altas autoridades entre os oficiais brasileiros integrantes da força.

cordeiro de farias wikimedia commons

Cordeiro de Farias. Crédito: Wikimedia Commons

Cordeiro de Farias

Osvaldo Cordeiro de Farias nasceu em Jaguarão (RS), em 1901. Ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1918. Participou das conspirações que precederam a deflagração do levante armado de julho de 1922 contra o governo federal, que deu início ao ciclo de revoltas tenentistas. Acabou sendo preso por três meses. Em seguida, foi transferido para Santa Maria (RS), voltando a conspirar contra o governo. Em outubro de 1924, participou do levante tenentista deflagrado em Uruguaiana (RS), logo se juntando aos demais contigentes rebeldes do estado, reunidos sob a liderança de Luís Carlos Prestes.

Em 1928, Cordeiro retornou ao Brasil clandestinamente e deu prosseguimento às atividades conspiratórias, tendo sido, então, preso. Julgado e absolvido, retornou ao Exército sem deixar, contudo, de conspirar contra o governo.

Em 1930, participou do movimento revolucionário que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse do novo presidente eleito, Júlio Prestes. Com a vitória do movimento e a posse do novo governo liderado por Getúlio Vargas foi lotado no gabinete do ministro da Guerra, general Leite de Castro.

Em 1942, Cordeiro de Farias chegou ao generalato. Em setembro do ano seguinte integrou-se à Força Expedicionária Brasileira (FEB). Em setembro de 1944 viajou para a Itália, onde participou das principais batalhas em que a FEB esteve envolvida na Segunda Guerra Mundial.

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Oswaldo Aranha. Crédito: Reprodução

Oswaldo Aranha

 

Oswaldo Euclides de Souza Aranha nasceu em Alegrete (RS), em 1884. Teve participação destacada nas articulações desenvolvidas em torno da sucessão de Washington Luís na presidência da República. Após a derrota de Vargas na eleição realizada em março de 1930, Aranha esteve entre os mais decididos defensores de uma insurreição armada que depusesse Washington Luís e evitasse a posse de Júlio Prestes, o candidato eleito.

Fez parte também do “gabinete negro”, designação dada pela imprensa ao reduzido grupo que se reunia todas as noites com Vargas no Palácio Guanabara para debater os rumos da revolução.

Em março de 1938, foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Promoveu uma política gradual, mas contínua e sistemática, de aproximação do governo brasileiro com Estados Unidos. Essa aproximação, iniciada com a assinatura de importantes acordos comerciais, acabou levando à colaboração entre os dois países na área militar e, por fim, ao próprio alinhamento brasileiro ao governo americano durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1943, foram assinados os Acordos de Washington, que concretizava os rumos da política externa brasileira ao determinar a venda de matérias-primas aos Estados Unidos em troca de apoio técnico norte-americano em diversas áreas, principalmente a militar.

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Zenóbio da Costa. Crédito: Reprodução

Zenóbio da Costa

Euclides Zenóbio da Costa nasceu em Corumbá (MS), então no estado de Mato Grosso, em 1893. Militar, cursou o Colégio Militar e a Escola Militar, ambos no Rio de Janeiro. Entre 1915 e 1916, participou da repressão à Revolta do Contestado, conflito que opôs trabalhadores rurais e latifundiários na divisa entre os estados de Santa Catarina e Paraná.

Em 1922, combateu o levante tenentista deflagrado na capital federal contra a posse de Artur Bernardes na presidência da República. Em 1930, deu um apoio discreto ao movimento político-militar que derrubou o presidente Washington Luís e levou Getúlio Vargas ao poder. Em 1932, posicionou-se ao lado do governo na luta contra o movimento constitucionalista deflagrado por setores políticos de São Paulo. Combateu o levante armado promovido por elementos ligados à Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente formada por comunistas, socialistas e outras correntes de esquerda, contra o governo federal.

Em agosto de 1941, foi promovido a general-de-brigada. Foi enviado aos EUA para realizar cursos de aperfeiçoamento militar. Ainda nesse ano, ingressou como voluntário na Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviada pelo Brasil à Itália para participar da Segunda Guerra Mundial. Acabou sendo designado comandante do 1º escalão da FEB, enviado para a Europa em julho de 1944, composto por cerca de 5.800 homens. Sob sua chefia, as forças brasileiras empreenderam as operações que resultaram na tomada de Monte Castelo e outros pontos importantes.

Fontes: FGV e Ubaldo Marques Porto Filho

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