Brasileiros e alemães tiveram uma “baita” troca de tiros Collecchio

Brasileiros com prisioneiros alemães

Era dia 26 de abril de 1945. Tropas brasileiras avançavam em perseguição à colunas alemãs saídas de La Spezia. Depois de Montese e Zocca, os brasileiros vinham limpando as proximidades de Marano, cidades margeadas pelo rio Enzo e laterais do rio Parma. A cidade de Parma fora ocupada pelos americanos. As outras tropas Aliadas iam pela direita dos brasileiros, rumo ao extremo norte da Itália, porém, nesse avanço perderam de vista as tropas alemãs da esquerda e procuraram os brasileiros para que estabelecessem contato com os inimigos e os detivessem.

No dia 26 o Esquadrão de Reconhecimento chegou a Collecchio, Estado de Parma. Ali os alemães e os brasileiros foram surpreendidos uns pelos outros. O historiador Dennison de Oliveira no livro “Extermine o inimigo” relata que foi uma tremenda troca de tiros entre carros de combate e artilharia, com “viaturas blindadas de meia-lagarta, carros de reconhecimento, de oito rodas, armados com canhões automáticos de 20 mm de calibre, no caso dos alemães. Da parte da FEB, o que havia eram blindadados M-8 de Esquadrão de Reconhecimento. Um pouco mais tarde haveria reforços, incluindo tanques e destruidores de tanques estadunidenses que, embora destacados para atuar em missões de apoio à 34ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, acabaram mesmo sendo empregados às pressas em conjunto com os brasileiros”.

Dois batalhões da 90ª Panzer Granadier, famosa divisão alemã, deram combate aos brasileiros. O grosso da tropa tedesca se reunia perto de Fornovo e em Collecchio tentavam impedir os brasileiros de correr atrás deles.

No decorrer do dia e no dia 27 de abril chegaram reforços para o Esquadrão de Reconhecimento, com soldados do 11º Regimento de Infantaria, com a 5ª Companhia do 2º Batalhão. Depois vieram soldados do 3º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria e os americanos. O transporte foi feito com todos os meios disponíveis, inclusive com gente da infantaria pegando carona nos veículos americanos, tanques Shermans.

Resultado do dia 27 de abril de 1945: 588 prisioneiros alemães, canhões, cavalos, uma cantina ambulante e uma posição consolidada. Custou um morto e 16 feridos para FEB. O problema é que ainda havia muitos alemães se concentrando em torno de Forno, 14 km dali. E nessa rota, nos vilarejos próximos, eles iam deixando focos de resistência para garantir a segurança do seu pessoal e atrasar os brasileiros.

O Posto de Comando da FEB foi instalado na Igreja de Collecchio e o General Mascarenhas foi direito para lá com Zenóbio da Costa e o tenente coronel Castelo Branco, que coordenariam as ações in loco. O próximo passo seria o passo final: Fornovo di Taro.

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