Aumenta o interesse pela FEB na “net” e nas Academias, mostra levantamento

Um levantamento quantitativo sobre a presença da Força Expedicionária Brasileira – FEB nos meios de Internet, mostra que os Pracinhas não são esquecidos e que o interesse acadêmico sobre o assunto vem aumentado ano após ano. Os dados foram compilados esta semana por nós aqui do site.

Utilizando o buscador do Google, na Internet, as menções sobre os expedicionários passam de 343.000. Só imagens, somam mais de 50 mil e notícias são 6.020. Há ainda outras 10 páginas de produtos relacionados sendo vendidos e pelo menos 16.900 vídeos que fazem alguma referência à FEB.

No Facebook, são aproximadamente 80 páginas destinadas aos entusiastas da FEB (algumas delas com mais de 70 mil seguidores) e pelo menos 20 grupos.

A academia tem contribuído

Em trabalhos acadêmicos buscados na plataforma “Google Scholar”, que conforme a empresa “permite pesquisar em trabalhos acadêmicos, literatura escolar, jornais de universidades e artigos variados”, os Pracinhas figuram em pelos menos 3.330 textos, dos quais, 45 somente este ano, mesmo com todos os problemas da Covid 19.

Ainda que seja um número bastante alto de estudos/referências, o assunto FEB ainda está longe dos 20.100 trabalhos acadêmicos sobre a Guerra do Paraguai (1864-1870). Com o dobro de tempo transcorrido em relação ao fim da II Guerra Mundial, o conflito sul-americano teria, proporcionalmente, 10.500 artigos em cada um dos seus 75 anos, três vezes mais estudos do que a FEB tem no mesmo período.

Na “net”, Interesse aumenta conforme o tempo e o governo

Tomando como ano referência a popularização da Internet no Brasil (1995), os dados de pesquisas registradas no Google Scholar apresentam os seguintes números:

Um outro dado curioso que o Google Scholar apresenta, é que pelo menos 80% dos trabalhos/citações, foram produzidos por escritores, alunos, pesquisadores e professores das áreas de Ciências Humanas ou Sociais Aplicadas. É importante notar que o Google Scholar cataloga apenas os trabalhos que em algum momento foram tornados públicos na Internet, podendo haver muitos outros que não foram disponibilizados na rede mundial de computadores e que se encontram apenas em bibliotecas físicas ou em poder de seus autores.

Os dados se aproximam do levantamento da Folha de São Paulo, que em 2019 divulgou que “os cientistas brasileiros aumentaram a produção de ciência publicada em periódicos científicos, em todas as áreas do conhecimento, em média, 67,3% no período de 2008 a 2017 —o que colocou o Brasil entre os 15 maiores produtores de ciência do mundo”.

Ainda segundo o jornal, “as ciências sociais aplicadas, as humanidades e a linguística cresceram mais aceleradamente – respectivamente, 77%, 123,5% e 106% no mesmo período”. “Para se ter uma ideia, o número de artigos acadêmicos em ciências agrárias do país cresceu 51,6% no mesmo período – abaixo da média nacional”, explica o jornal, que afirma ter utilizado a base internacional Web of Science.

No banco de dissertações e teses

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, “fundação vinculada ao Ministério da Educação do Brasil que atua na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu em todos os estados brasileiros”, registra apenas 51 trabalhos com citações da FEB. Já sobre a Guerra do Paraguai, são 211. Nos dois casos, os trabalhos foram registrados desde 1988 até o presente momento.

Fora da Internet

O professor da Universidade Estadual de Londrina – UEL, no Paraná, Francisco Ferraz, com alunos e colaboradores, fez um catálogo de obras publicadas sobre o Brasil na II Guerra, de modo geral, entre 1942 e 2015. O levantamento leva em conta livros, entrevistas em revistas especializadas, coletâneas e obras impressas em geral.

Ferraz nos enviou essa catalogação e nela é possível ver um aumento do interesse no assunto, nos cinco anos logo após o conflito (1945-1950) e no período pós-regime civil-militar no país (1985-2015). Antes disso (1951-1984) havia uma baixa contínua, mesmo com a presença dos militares no poder, o que não fez aumentar a quantidade de publicações sobre a FEB.

Foram 131 escritos nos primeiros cinco anos pós-guerra e 624 pós 1985. Nem mesmo a presença de militares no governo, alguns deles ex-combatentes (1964 e 1984), fez aumentar o número de referências à FEB. Nessa época citada, foram só 107 publicações.

Se comparados, os 21 anos dos militares no comando do país e os 21 anos seguintes à saída deles, o placar teria 243 publicações pós-militares contra os mesmos 107 trabalhos já citados.

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