História de soldado do MS que lutou na Segunda Guerra vira livro

Um soldado, natural de Amambai/MS, teve a vida retratada em uma biografia escrita pelo jornalista e historiador, Helton Costa. O livro “Soldado 4.600: vida e luta do soldado Manoel Castro Siqueira” foi publicado pela Editora Matilda, de Curitiba/PR e conta desde a opção de Manoel pelo exército até o retorno ao Brasil e o pós-guerra.

O jovem trabalhava em um sítio da família e também prestava serviço para a Companhia Mate Laranjeira, como ervateiro. Filho de mãe argentina e pai paraguaio, Manoel se alistou prestes a completar 18 anos e após três anos, foi convocado para compor a Força Expedicionária Brasileira – FEB, contingente de mais de 25 mil soldados enviados para a Itália, a combater o nazifascismo.

Na guerra, Manoel serviu como membro de uma equipe de tiros de morteiros, na 5ª Companhia do II Batalhão do 6º Regimento de Infantaria. Lutou em Torre di Nerone, Castelnuovo di Vergato, Montese e esteve na rendição dos mais de 14 mil alemães em Collecchio/Fornovo di Taro. Ele foi ferido em combate.

No pós-guerra, o pracinha retornou ao Mato Grosso do Sul, para a casa dele em Amambai, se transferindo posteriormente para a região que hoje compõe o território de Aral Moreira e se fixando em Ponta Porã, onde trabalhou nos Correios por muitos anos. Depois de um tempo na fronteira, foi morar em Campo Grande, onde a família dele ainda reside até os dias atuais. São sete filhos e dezenas de netos e bisnetos.

Capa do livro sobre Manoel

Manoel faleceu em 2019 e o livro só foi possível porque Helton, que era bastante próximo da família, o entrevistou diversas vezes e gravou todos os encontros, dando origem à publicação atual.

Segundo o autor, “trata-se de uma narrativa sobre de uma pessoa simples que fez a parte dela na história e deve ser lembrada por isso”. “O caso do Manoel se confunde com a história de diversos soldados do Mato Grosso do Sul e do Brasil, que deram o que tinham de mais valioso ao país no combate aos nazistas e fascistas: a juventude, quando não a própria vida! Quem foi para a guerra não voltou da mesma forma que embarcou e o estado brasileiro lhes virou as costas por muitos anos. Escrever sobre estes homens e mulheres, de certa forma, é promover também justiça histórica, ainda que tardia”, afirma o autor.

O livro pode ser comprado no clube de autores neste link: https://clubedeautores.com.br/livro/soldado-4

Fotos da matéria: Acervo de Helton Costa.

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