Comitiva brasileira está na Itália para os 77 anos da FEB

O general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército do Brasil está na Europa para comemorações referentes à Força Expedicionária Brasileira – FEB e aos 200 anos de Independência do Brasil. É o que informa a assessoria da instituição militar.

Freire Gomes chegou à Itália no último dia 22 de abril e a agenda incluiu/inclui reunião com o embaixador brasileiro na Itália, reunião com o Chefe do Estado-Maior do Exército Italiano e participação da solenidade comemorativa do final da Segunda Guerra Mundial, realizada no Monumento Votivo no Cemitério de Pistoia, onde estiveram sepultados pracinhas da FEB, mortos em combate, durante a participação brasileira no Teatro de Operações Europeu.

Freire Gomes assina caderno de visitas em Pistoia (Foto do Exército)

A assessoria informou ainda que estão previstas também, visitas aos locais onde a FEB combateu, em particular Monte Castello e Montese.

Segunda parte da viagem

Na segunda parte da viagem, o foco serão as pautas referentes ao bicentenário de independência nacional, com reunião com o embaixador brasileiro em Portugal, reunião com o Chefe do Estado-Maior do Exército Português e participação no Seminário, em Portugal, sobre os 200 anos da Independência do Brasil.

Comitiva brasileira na localidade de Staffoli, no campo em que se situava o antigo acampamento brasileiro do Depósito de Pessoal (Foto do Exército)

Além do comandante do Exército, viajaram também o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, o Assistente-Secretário do Comandante do Exército, o Ajudante-de-Ordem do Comandante do Exército e o Adjunto-de-Comando do Exército Brasileiro.

O fim das atividades em solo europeu está previsto para 29 de abril de 2022. Os valores totais da viagem ainda não foram detalhados no Portal da Transparência, pois, a mesma ainda está a acontecer. Tão logo entrem no sistema, serão contabilizados.

Uma estimativa

Porém, conforme o Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União, o mesmo trecho de viagens estava previsto para o antigo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que assumiu o comando do Ministério da Defesa e foi substituído por Marco Antônio Freire Gomes, que agora está na Itália.

A viagem de Paulo Sérgio, que não foi realizada mas que teve a estimativa de gastos prevista no Portal da Transparência, custaria aos cofres públicos, com mais três oficiais assistentes, em torno de R$ 42,5 mil, ida e volta, somente em passagens, sem outros pagamentos que se fariam necessários e nem diárias. Se a média de R$ 10,6 mil por pessoa, em passagens, for padrão das compras, a comitiva atual teria custado R$ 53 mil.

Pessoal do DPHCEx também está na Itália. É a segunda vez em 2022. (Foto do Exército)

Além do mais, conforme nota e fotos do Exército em seu site oficial, além do comandante da Instituição, o chefe da Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx), General de Brigada Luciano Antônio Sibinel, também está na Itália acompanhado de assessores. Isso elevaria as despesas com passagens, caso também tenham sido pagas com dinheiro público.

Em abril de 2022, outra viagem para a Itália também foi feita, desta vez, por pessoal da DPHCEx, porém, tal viagem não consta em nome do general que comandou a delegação, no Portal da Transparência, e nem teve o valor informado pela Diretoria, mesmo depois ordem superior do Comando do Exército. Como ninguém respondeu, foi necessário encaminhamento para o Ministério Público Militar, onde o pedido aguarda acolhimento ou indeferimento, para novas movimentações legais.

Viagens x acervo da FEB: prioridades

Ainda que se tratem de viagens com importância diplomática ou mesmo de caráter comemorativo (que no entanto aparecem como despesas “não urgentes” do Ministério da Defesa), com os valores usados nos compromissos internacionais, seria possível digitalizar parte ou a totalidade dos acervos brasileiros da Segunda Guerra Mundial, em poder do Arquivo Histórico do Exército.

Isso porque, conforme levantamento de 2021 aqui do Jornalismo de Guerra, levando em consideração o tamanho dos arquivos, que varia de entre 180 mil páginas (na menor das suposições) e 350 mil páginas (na maior das suposições), o valor seria de R$ 36 mil a R$ 70 mil.

Atualmente os documentos da FEB estão em caixas de madeira, dos anos 70/80. As subpastas também são das mesmas décadas, e algumas já estão sofrendo a ação do tempo. São de um material parecido com cartolina.

Em fevereiro do ano passado, a assessoria do Arquivo Histórico do Exército enfatizou que “o acervo documental da FEB sob nossa guarda, é muito vasto e está perfeitamente cuidado e organizado, estando a disposição dos pesquisadores para ser consultado em nossas instalações”.

Leia a matéria completa sobre o acervo, feita no ano passado em: ARQUIVO DA FEB AINDA NÃO ESTÁ DIGITALIZADO E NÃO TEM PREVISÃO PARA ESTAR

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