II Guerra: o soldado que não foi para o front

Quando fui lançar meu livro sobre o Mato Grosso do Sul na II Guerra Mundial (veja aqui), tomei todo cuidado para convidar todos os meus entrevistados ex-combatentes para aquele dia. Cheguei meia hora mais cedo no local, o anfiteatro da Universidade Federal da Grande Dourados. Eu arrumava o banner com a capa da publicação, quando vieram me chamar dizendo que

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As asas nazistas no Paraná

A vida de Werner Hoffmann fora do Brasil é um livro em branco. Pouco se sabe sobre sua trajetória antes de chegar ao Paraná. Mas em pouco tempo de estadia nos territórios paranaenses, ele já se tornava uma figura emblemática, enérgica, controversa e polêmica, sobretudo nos meios germânicos. Nascido na Alemanha, em 21 de abril de 1909, ele chegou ao

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Clubes depredados, salvo-conduto e correspondências censuradas: a perseguição foi implacável

Durante a 2ª Guerra Mundial, os imigrantes alemães, italianos e japoneses e seus descendentes não poderiam sequer frequentar determinadas regiões de Curitiba, como as proximidades do terminal ferroviário. Todos aqueles que representavam os inimigos na Europa e Ásia passaram a ser inimigos do governo e de parte da sociedade paranaense e brasileira. Para se deslocarem dentro do país era necessário

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Os soldados ucranianos de Hitler, Stálin e Vargas

Se houvesse uma lógica nacionalista para os imigrantes no Brasil, os ucranianos poderiam muito bem ter impedido seus filhos e netos de se alistarem na Força Expedicionária Brasileira – FEB. Isso porque por razões políticas da antiga pátria, historicamente não cultivavam boas relações com os russos (depois soviéticos) e muito menos com os poloneses, duas partes aliadas do Brasil na

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VIDAS VIGIADAS

Enquanto a Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, deixava 55 milhões de mortos, os imigrantes estrangeiros habitavam seus próprios bunkers em solo paranaense. Prisões, perseguições, apreensões e censura viraram rotina para familiares que tinham origens alemães, italianas ou japoneses. Especialmente após o Brasil declarar ingresso no conflito em agosto de 1942. Tudo era motivo para virar alvo de investigação

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Naqueles dias de fevereiro, por Helton Costa

O ano era 1945, também um dia 20 de fevereiro. Vagarosamente para não levantar suspeitas tropas brasileiras se juntavam nas proximidades de Monte Castelo, morro próximo da cidade de Gaggio Montano, de frente para a comunidade de Abetaia, ao lado de Porreta Terme. Jovens de todos os cantos do Brasil respiravam ofegantes e estavam com o coração acelerado. Frente a eles,

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